Alemanha-Brasil/Brasil-Alemanha
Notas de trabalhos da

ACADEMIA BRASIL-EUROPA

 

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Karl Osthaus Museum. Foto A.A.Bispo©
Karl Osthaus Museum. Foto A.A.Bispo©
Karl Osthaus Museum. Foto A.A.Bispo©
Karl Osthaus Museum. Foto A.A.Bispo©
Karl Osthaus Museum. Foto A.A.Bispo©

Fotos A.A.Bispo 2014 ©Arquivo A.B.E..

 






Atualidade do „impulso de Hagen“ e da idéia „Folkwang“:
arte e vida no ideal de obra de arte integral em contextos industrializados


„fazer de novo o Belo tornar-se fator determinante da vida“



Notas de trabalhos da
Academia Brasil-Europa

Veja: Portal Alemanha-Brasil/Brasil-Alemanha da A.B.E.

 


Os estudos euro-brasileiros desenvolvidos em agosto de 2014 na Eslovênia e na Áustria, e que se inseriram nos intentos de desenvolvimento de estudos culturais de orientação ambiental da A.B.E., dedicaram particular atenção à arquitetura nos seus elos com a natureza. Ljubljana surge como uma das principais cidades do Art Nouveau na Europa e de ideais de transformar metrópoles em „obra de arte total“, salientando-se aqui o arquiteto  Joze Plecnik (1872-1957), discípulo de Otto Wagner (1841-1918), o grande teórico e arquiteto-planejador de Viena.


Em Klagenfurt, a consideração de Gustav Mahler (1860-1911)  trouxe à tona os elos entre a música, a arquitetura da „Secessão“ austríaca e as artes industriais: a sua esposa - Alma Mahler (1879-1964) - manteve relações com Walter Gropius (1883-1969), um dos principais arquitetos das tendências que marcaram o século XX, o Bauhaus. É justamente no centro principal dos estudos universitários do Bauhaus que se constata na realidade um particular interesse por questões de relações entre a arquitetura e o meio ambiente e o de comparações de atmosferas para o melhoria da qualidade de vida (Veja notícia da A.B.E. de 9 de julho de 2014).


Karl Osthaus Museum. Foto A.A.Bispo©
O estudo da arquitetura e de concepções construtivas e urbanas em fins do século XIX e início do XX, em particular nas suas relações com um amplo movimento de Reforma que influenciou várias esferas da cultura e da vida, surge como particularmente atual em ano marcado pelos 100 anos da eclosão da Primeira Guerra Mundial em 1914.


Ela é de interesse para estudos relacionados com o Brasil, país que possui exemplos significativos do Art Nouveau (p.ex. edifícios da Escola de Comércio Álvares Penteado de São Paulo e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo no bairro de Higienópolis e que, para serem considerados adequadamente nos seus significados, exigem ser analisados nas suas inserções em movimento de amplas dimensões internacionais.


As observações feitas na Eslovênia e na Áustria foram consideradas em visita realizada no dia 10 de setembro a um dos principais centros de impulsos do amplo movimento de reforma arquitetônica, urbana e da vida em seus múltiplos aspectos da época que precedeu a Guerra e que teve consequências para os desenvolvimentos posteriores: a cidade de Hagen no centro industrial do Ruhr, Alemanha.


Karl Osthaus Museum. Foto A.A.Bispo©
De modo muito significativo, fala-se nas últimas décadas do „Impulso de Hagen“, o que não apenas deve ser entendido historicamente, mas também no seu significado no presente.


O principal motor desse impulso foi Karl Ernst Osthaus (1874-1921), personalidade proveniente de família tradicional e de posses que atuou como mecenas e realizador de visões, reunindo em torno de si arquitetos, intelectuais e artistas de desenho industrial.


Do ponto de vista histórico-arquitetônico, Hagen adquire um significado de particular relevância, pois é considerada como sendo a primeira cidade do Jugendstil - o Art Nouveau - na Alemanha. Consequentemente, a casa de Karl Ernst Osthaus em Hagen-Eppenhausen inclui dependência dedicada à vida e obra de Henry van de Velde (1863-1957), o grande arquiteto belga desse estilo tão marcado pelo mundo vegetal.


Karl Osthaus Museum. Foto A.A.Bispo©
Karl Osthaus Museum. Foto A.A.Bispo©
Essa mansão surge como modêlo de um intento de concepção global da organização do espaço: o seu interior, planejado nos seus detalhes de ornamentação e mobiliário, não é arbitrário relativamente a seu exterior, mas com este forma um todo indissolúvel. Esse intento empresta uma nova qualidade estética e relevância à forma de objetos de uso diário, demonstrando o significado desse movimento de reforma para o design.


A casa de Osthaus - o Hohenhof -, de Henry van de Velde, foi pensada para ser centro de uma Colonia de Artistas em Cidade-Jardim.


Esta Cidade-Jardim Hohenhagen, de 1909, não representava apenas um contraste com as situações urbanas, arquitetônicas e de vida problemáticas de cidades industriais da região, mas sim como obra-modêlo de uma concepção integral, da qual deviam sair impulsos para uma reforma renovadora de amplas proporções, também sociais. Assim, Osterhaus fomentou a construção de um bairro operário e um plano geral construtivo para a região industrial da Renânia-Vestfália.


(De notícia da A.B.E. de 14 de setembro de 2014)


Karl Osthaus Museum. Foto A.A.Bispo©




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